Cooperação Transforma

Curso Cooperação Transforma

Ao completar 10 anos de atividades, o Centro de Memória Alfa/MaxiCrédito promove o concurso Cooperação Transforma para resgatar histórias de cooperação e união que ajudaram pessoas e entidades a superar dificuldades.

Pernas Solidárias

Teodoro Pereira reside na cidade de Brusque-SC, desde 2008. À época, veio de São Paulo, onde viveu por quinze anos, com a esposa e uma filha de oito anos. Estava começando uma nova vida, do zero. Não possuia nenhum parente na região e conhecia apenas uma família. Nunca falou das dificuldades para ninguém.

Desde criança, convivia com a crise financeira, não sabendo o que era ter dinheiro. Quando casou, estava desempregado. Ao nascer a primeira filha, apenas a esposa Fabiana Maia trabalhava. Mesmo diante das dificuldades, não desanimava! A vontade de vencer sempre estava em sua mente. Confiava na mudança de rumo de sua história! E foi o que aconteceu.

No ano de 2011, começou a trabalhar como professor de autoescola (local onde atua até hoje) na qual houve uma boa melhora de salário. Por intermédio dessa empresa, conheceu o Sicoob e encantou-se pela forma como a cooperativa trabalhava, com muita humanidade, atenção e orientação nas questões financeiras aos associados. Resolveu então associar-se, o que deu início a uma história de grande parceria. Passou a fazer poupança, participar das assembleias da cooperativa e, vendo os bons resultados, sentia-se motivado a participar mais.

No ano de 2016, tomou a decisão de sair do sedentarismo e praticar atividades físicas “Minha mente já estava mais livre e com mais vontade de viver”, lembra Teodoro. No mesmo ano, ganhou um troféu de terceiro lugar em uma prova de corrida, o que foi ainda mais motivador. Foi nessa corrida que viu um atleta correndo e conduzindo um cadeirante. Isso chamou muito sua atenção. “Já não era fácil correr sozinho, imagina empurrando alguém numa cadeira”.

Procurou saber do que se tratava e conheceu Cleiton Tamazia, atleta da cidade de Joinville, que lhe deu todas as dicas de como deveria fazer. Diante disso, nasceu nele um desejo de levar pessoas com deficiência, da cidade de Brusque, para as corridas. Começou a buscar parcerias e, uma delas, foi com o Sicoob. Além de doar pagamentos de inscrições em corridas e camisas, contou a história em sua revista semestral, fomentando outras pessoas a apoiar Teodoro. Assim, nasceu o Projeto “Pernas Solidárias Brusque”, que leva pessoas com qualquer deficiência a participar de corridas de rua, proporcionando a eles um momento diferente, e que busca trabalhar também a inclusão destas.

Mas a parceria não parou por aí: Teodoro financiou um apartamento para a família pelo Sicoob; comprou seu carro Zero KM através do consórcio da cooperativa e sua esposa adquiriu uma moto também via consórcio. “Hoje vivo muito bem. Ajudo as pessoas através do projeto social, que conta com seis cadeiras adaptadas para as corridas e mais de 30 voluntários. Precisamos ainda de um veículo para o transporte das pessoas. Mas só tenho a agradecer pela parceria. É uma linda história de cooperação com a família Sicoob MaxiCrédito”, finalizaTeodoro.

Teodoro Pereira Filho – Brusque, SC, premiado na categoria associado Sicoob MaxiCrédito

Uma terra para chamar de minha

Em 11 de maio de 1968, filhos de Aratiba/RS, Selvino Anselmo Stein e Relinda Schmidt, unem-se em matrimônio e mudam-se para Pinhalzinho/SC, em busca de um futuro promissor para a família que estava começando. Lá, nasce a primogênita, Sandra Mara (1969). Logo em seguida, vem a segunda filha, Tânia Maria (1970). O menino, Márcio Luiz, nasceu no dia em que o casal comemorou sete anos de casados, no dia das mães de 1975, em Maravilha/SC. Em Nova Erechim/SC, nasceu Silvia Keli (1982). 

Em 21/08/1980, a família associa-se à cooperativa Alfa, que em 1982 implementou o “Fundo de Terras”, com o nobre propósito de garantir acesso a um pedaço de chão aos seus cooperados, adquirindo terras no município de Campo Erê/SC, assentando 29 famílias. Uma das contempladas no projeto, foi a família Stein, que em 1983, começou a desbravar sua “colônia”. 

Foi a realização de um sonho, pois até aquele momento, tinham vivido como roceiros, em terras arrendadas. Em 1987, nasceu a caçula, Francieli. As noites enluaradas, graças às generosas frestas, iluminavam o interior da casinha, encravada no morro, que além de proteger a família, em seu porão abrigava galinhas e porcos. Depois de um dia de trabalho, na foice, enxada ou arado, o banho refrescante no verão, e congelante no inverno, estava garantido pela privacidade do anoitecer e abastecido pela mangueira de meia polegada que vinha da mata. 

A terra entregava todo seu potencial produtivo, garantindo a cada safra o pagamento da parcela da terra e a manutenção da família. As famílias assentadas desenvolveram, de maneira peculiar, o senso da cooperação. Do plantio à colheita, a ajuda mútua imperava nos puxirões. Pequenas propriedades, mas suficientes para a sobrevivência das famílias. Os agricultores, apoiados por técnicos agrícolas mantidos pela cooperativa, aprenderam técnicas de produção; curva de nível, estratégia para evitar o carregamento do solo; criação de suínos, entre outras. 

No início da década de 1990, a família começou a ter dificuldades para honrar com o compromisso anual da parcela, em função da perda da capacidade produtiva do solo. Sua “face” acidentada dificultava a correção da terra. Uma ideia dos idealizadores do fundo de terras foi reservar uma área de mata nativa para uso futuro de madeira, caso as famílias precisassem. Certa ocasião, acidentalmente, parte desta reserva foi devastada pelo fogo. O dano só não foi pior graças ao empenho das famílias na contenção das chamas. Em 1999, após anos de muitas dificuldades financeiras, a família Stein solicitou ao fundo de terras a troca da área já improdutiva, pela área que havia sido atingida pelas chamas. Após negociações, chegam a um acordo para a alergia de todos. Para a família Stein, a possibilidade de recomeço e, para os responsáveis pelo fundo de terras, a convicção da melhor decisão tomada. Foram mais algumas safras e a terra estava paga. A antiga propriedade foi transformada em reflorestamento. 

Essa bela história atravessa mais de cinco décadas, mostrando o êxito de uma família via cooperação.  Contudo, nem tudo foram flores. Trabalho árduo, noites mal dormidas, suor e lágrimas regaram aquela terra, quer seja por uma chuva que não veio, ou por um filho ou vizinho que adoeceu. Porém a fé, o trabalho e a esperança de dias melhores permearam todos os dias dessa história que não findará! 

As filhas Sandra Mara, agricultora e Tania Maria, enfermeira, casaram com filhos de famílias também assentadas na comunidade Alfa I. Marcio Luiz, há 18 anos atua na cooperativa Sicoob MaxiCrédito. Silvia Keli é professora e, Francieli, a caçula, é funcionária da Cooperalfa em Campo Erê. Selvino e Relinda, abençoados com 5 filhos, 9 netos e 3 bisnetos, vivem dias tranquilos, visitados por micos, jacus e outras lindas aves, todos respirando ar puro e alimentando-se dos frutos da terra, que vão desde a mandioca, franguinho caipira, leite, aos frutos do singelo pomar. Claro, carregados de dias, a saúde exige atenção, mas sempre com fervente alergia no coração.

Selvino e Relinda Stein, Campo Erê, SC, premiados na categoria associado Cooperalfa

Cooperar para transformar

No dia 23 de julho de 2020, os colaboradores da agência do Sicoob MaxiCrédito de Águas de Chapecó/SC, estiveram na APAE de São Carlos (cidade vizinha), realizando a entrega dos alimentos arrecadados na campanha do Dia C do cooperativismo. Na oportunidade, conversaram com a Assistente Social e a direção da APAE sobre os projetos sociais no município. Souberam de uma família que estava passando necessidade e tinham uma casa que precisava de reforma. A equipe do SICOOB prontamente se comprometeu a ajudar no que fosse preciso.

A família necessitada é composta pela mãe e pelo filho que é portador de necessidade especial e utiliza sonda gástrica para alimentação. Sobrevivem com o salário do benefício dele, visto que a mãe não possui condições de trabalhar, devido aos cuidados que ele necessita. A equipe da MaxiCrédito foi analisar o estado da moradia e concluiu que a casa não tinha condições de ser reformada. Era preciso construir uma nova.

Começaram então uma mobilização para levantar os recursos necessários: pediram ajuda ao CRAS e à prefeitura de Águas de Chapecó, dos quais conseguiram o valor de R$ 5 mil; os funcionários voluntários da APAE obtiveram algumas doações de materiais de empresas de São Carlos, inclusive da cooperativa CERAÇA; os colaboradores da agência do SICOOB fizeram um movimento interno, envolvendo toda a cooperativa. Para esta última ação, criaram uma conta poupança para arrecadar o valor e conseguiram, inclusive, doações de móveis e eletros. Juntos, os colaboradores da agência, funcionários voluntários da APAE, pedreiro da construtora de Clauri Jose Heinen, entre outros voluntários, passaram a trabalhar na construção da casa da família.

Primeiro, fizeram um mutirão para desmanchar a antiga. Depois, aos poucos, nos finais de semana, a casa nova está sendo erguida. Também com as doações, a casa será mobiliada. São cinco pessoas envolvidas diretamente na ação, porém, mais de 15 que auxiliam na construção e muitas outras que doaram recursos financeiros. Segundo Neuri Nespolo, gerente da agência do Sicoob MaxiCrédito de Águas de Chapecó, é gratificante sair de casa no sábado de manhã para trabalhar nesta ação.“Pensarr que com tão pouco a gente consegue fazer tanta diferença na vida de quem mais necessita. O sentimento é de estar fazendo nosso papel como ser humano, de se importar com as pessoas. Não custou nada para nós. Foi apenas uma questão de tomar a frente, levantar a ideia e mobilizar as pessoas”, aponta. Importante ressaltar que o valor do prêmio será doado para a família.

Neuri Nespolo – Águas de Chapecó/SC, premiado na categoria colaborador Sicoob MaxiCrédito

Uma cooperativa gigante, sem CNPJ

Na noite de 14 para 15 de julho de 2015, a pequena cidade de Coronel Freitas, no oeste catarinense, enfrentou a maior enchente de sua história. Chovia há dias e, naquela noite, houve um acumulado de cerca de 180 mm em poucas horas e o rio que atravessa a cidade transbordou rapidamente no raiar do dia 15, pegando as pessoas de surpresa. Foi uma destruição indescritível.  

Foram 30 residências e 28 salas comerciais totalmente arrasadas. Também houve 270 casas alagadas.  Os familiares dos atingidos se desesperaram quando viram o cenário, e o medo de não encontrar algum familiar vivo era eminente. Infelizmente, houve uma vítima fatal. Segundo Vilmar Rossi, um dos atingidos pela enchente, a pergunta era: por onde começar? Além de 1,70m de água dentro da sua casa, restaram sessenta centímetros do lama depois que as águas baixaram. O que fazer sem água potável, sem energia e sem comunicação? Foi aí que a cooperação entrou em cena e fez a diferença na reconstrução não apenas da cidade, mas também da esperança. Eis que apareceram anjos de todos os lados. Equipes de colaboradores de diversas filiais da Cooperalfa, cooperativa em que Vilmar atua, chegavam com donativos, roupas e muita empatia. Vilmar lembra que seus gestores o motivaram a não desistir e tirar muitas lições de vida através da cooperação (além dele, mais colegas de trabalho tiveram suas casas atingidas pela enchente).

A Cooperalfa promoveu uma arrecadação de recursos financeiros com parceiros comerciais, colaboradores e muitas outras pessoas. Com esse valor, Vilmar e os colegas atingidos conseguiram reconstruir suas casas ou arrumar o que havia sido estragado. Clair Barp, à época gerente da filial Cooperalfa na cidade, apesar de também ter sido atingido (ficou só com a roupa do corpo, pois o restante a água levou) trabalhou incansavelmente para ajudar todos os atingidos.  Os agricultores do município formaram um exército de pessoas e máquinas para limpar a cidade.  O Sicoob Maxicrédito e seus colaboradores forneceram água potável, alimento, móveis e muita cooperação. Municípios vizinhos fizeram mutirões. Comércio, indústrias e demais entidades, que mesmo atingidos pela enchente, formaram equipes para levar água, comida, produtos de limpeza e higiene pessoal, pois naquele momento era o mais necessário.

O poder público e seus funcionários fizeram um incansável trabalho. Amigos próximos e desconhecidos vinham de todos os lugares, muito bem organizados, com máquinas e muita força de trabalho. Para Vilmar, a grande lição dessa tragédia foi que: “Nada se consegue sem união, sem cooperação.

Sem CNPJ constituído, foi formada uma gigante cooperativa humanitária para nos ajudar. Tudo superado, o trabalho continuou, os traumas foram sendo curados e os sonhos foram se realizando. Hoje, depois de muito esforço e perseverança, conseguimos construir uma nova casa, onde podemos deitar e descansar em um dia de chuva, sem medo. Gratidão eterna a todos!! Obrigado Deus, por nos permitir continuar, por manter nossa família e iluminar nossas vidas”, conclui emocionado. 
Vilmar Rossi – Coronel Freitas,SC, premiado na categoria colaborador Cooperalfa

Cooperação e educação

Cooperar não se resume a um dia, é um movimento contínuo, pois fortalece o propósito de cuidar do bem-estar das pessoas e comunidades por meio de ações humanizadas. Cada ação no coletivo gera transformação entre cooperativa, associado, colaborador e a população em geral, comprovando que atitudes simples movem o mundo. Seguindo exemplos de cooperativas que buscam por um país mais justo, com melhores oportunidades para todos, a Escola de Educação Fundamental Neli Ottoni Lange sempre pensou no coletivo. Em parceria com a filial da Cooperalfa, no distrito de Maratá, município de São Domingos-SC, que fica próximo à escola, sempre trabalharam em cooperação: 
•    São organizadas rifas em conjunto; 
•    Almoços comunitários para comemorar e homenagear o dia dos pais e das mães, estes que são símbolo do trabalho na comunidade; 
•    A festa junina também é promovida com a participação da comunidade. A escola e professores organizam as apresentações e as comidas típicas para acolher a todos que prestigiam esta cultura, preservada e mantida pelo espírito escolar;
•    O dia da família na escola também é organizado em grupo, pois são desenvolvidas atividades de recreação e palestras educativas de prevenção aos pais e alunos. É um dia diferente de confraternização, recebendo os pais na escola e, assim, promovendo um contado mais afetivo, mantendo o diálogo entre todos, melhorando a qualidade do ensino através deste vínculo; 
•    Diante do cenário mundial de pandemia, a educação remota passou a ser muito difícil de ser colocada em prática, pois, além de muitos professores terem que aprender a trabalhar com os recursos tecnológicos, muitos alunos não têm acesso à internet ou, a tem precariamente, além dos alunos com dificuldades de aprendizagem. Incansavelmente os professores abraçaram a causa e se disponibilizaram para ajudar a todos que precisassem.  Além do trabalho de forma remota, os docentes foram até a escola, seguindo todo protocolo de prevenção, usando álcool em gel, máscaras e respeitando o distanciamento indicado pelos profissionais de saúde, para auxiliar os alunos que não tinham acesso a internet e também aqueles com dificuldades de aprendizagem. Os alunos também fizeram a sua parte. Em tempos de pandemia, escreveram cartas à pessoas doentes e idosas, promovendo bem estar e autoestima, levando esta mensagem de carinho e solidariedade, afirmando que logo tudo irá passar. Para a diretora da escola, Silvia, o trabalho em cooperação é gratificante. “Em qualquer lugar do mundo podemos fazer a diferença, especialmente quando temos foco, amor e dedicação. Todos os trabalhos que são feitos em equipe, tornam-se mais ricos e produtivos. Precisamos de mais pessoas pensando assim, em conteúdos, discussões e sucessivamente grandes realizações. Coopere e faça a sua instituição de trabalho e de ensino fluir, inovar, elevar, promover, vencer, conquistar e ser destaque em ações coletivas”. 

Escola Neli Ottoni Lange – Maratá, São Domingos, SC, premiada na categoria comunidade

Cooperação em tempos de pandemia

“A cooperação azeita a máquina de concretização das coisas,  e a partilha é capaz de compensar aquilo que 
acaso nos falte individualmente”. (Richard Sennett).


Tudo começou com uma conversa via rede social entre Eva Lenita Trierveiler (pedagoga, contadora de histórias) e uma das Administradoras da Associação dos Deficientes Visuais do Oeste de Santa Catarina – ADEVOSC, que atua na defesa de direitos das pessoas com deficiência visual. Já era tempo de Pandemia e as atividades presenciais estavam suspensas. Nesse papo, ficou claro que a direção da Entidade estava preocupada com os Grupos, pois muitos tinham o espaço como uma de suas principais atividades.  A preocupação maior era com o Grupo de Mulheres com Deficiência Visual, que são bem ativas e estavam chateadas e tristes em razão da situação da pandemia. À Eva foi solicitada uma possível contribuição com alguma atividade, o que foi prontamente atendido por ela.  Seu primeiro passo foi falar com a irmã Isabel, para juntas pensarem em algo. Reuniram-se com coordenação e professores da ADEVOSC para entender como era a metodologia de trabalho do grupo e quais eram as necessidades das mulheres.   Convidaram os professores da associação para participar da formação e organizaram uma pesquisa para o grupo de mulheres com deficiência visual com o título: “Queremos te conhecer um pouco mais”. E a partir dos dados levantados, foram elencados os temas a serem trabalhados no curso e os profissionais:

MOTIVAÇÃO AUTO ESTIMA – Missão, valores e propósito. Isabel Trieveiler Machado
EMPONDERAMENTO – Afetividade, Lembranças afetivas; mapa da vida. Eva Lenita Trierveiler
FINANCEIRO–Como administrar e saber lidar com o dinheiro. Maria Elvira
ORGANIZAÇÃO DA CASA – Dicas de como organizar e manter a casa em dia. Mariza Pasa
QUALIDADE DE VIDA – Afetividade, autoestima, religiosidades. Nara Duarte e Claudio Schnneider
MULHERES INCRÍVEIS – Histórias de mulheres – Exemplos – Inspiração Eva Lenita Trierveiler
EMPREENDEDORISMO – Comunicação Marketing, Sustentabilidade. Isabel Trierveiler Machado

Todas essas pessoas atuaram de forma voluntária. A cooperação não é uma viagem que se faz sozinho, pelo contrário, ela é o espaço do dialogo de muitas vozes, de muitos olhares, de muitas mãos, entrelaçando os saberes e desenvolvendo habilidades e competências, entendendo que a aprendizagem se faz na construção de conhecimentos, transformando a si mesmo e a sociedade em que se vive. Dessa construção coletiva resultaram 11 encontros, todos de forma remota através do google meet. Cada participante recebeu um certificado (online).

 Essa atividade foi importante para estimular o desenvolvimento de habilidades de cada uma, de socialização e de controle das emoções, além de discutir questões acerca da postura frente a sociedade em que vivem. Foi proporcionado, através de aulas virtuais e de forma lúdica, o elemento fundamental e norteador da aprendizagem, numa proposta dinâmica na qual se discutiu os saberes imaginários essenciais ao desenvolvimento cognitivo e social do sujeito. Um dos principais aprendizados deste projeto foi a importância da cooperação, pois foi graças ao trabalho conjunto que o projeto pode ser concretizado, proporcionado uma experiência diferenciada para as mulheres da associação. A cada aula o grupo ficava mais unido, com grande participação de todas. Descobriram-se novos talentos e outros foram revelados.  Todos gostaram tanto do trabalho que, a pedidos, os voluntários serão parceiros em projetos futuros.   Para Eva, foi super gratificante esse trabalho. “Foi maravilhoso poder contribuir com essas mulheres guerreiras e mostrar que sim, podemos realizar nossos sonhos. Aprendemos muito mais que ensinamos!!”. 

Eva Lenita Trierveiler – Chapecó/SC, premiada na categoria comunidade